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Câncer de colo de útero

O Câncer do Colo do Útero é um sério problema, sobretudo nos países em desenvolvimento como o Brasil, que encontram limitações para seu controle.
É hoje o segundo câncer mais prevalente entre as mulheres do território nacional, mesmo com os importantes avanços em seu rastreamento.
A infecção pelo HPV oncogênico e persistente é fator importante para a alta prevalência do câncer de colo de útero.
Os tipos virais mais freqüentes em todo mundo são os 16, 18, 45 e 31.

O que particulariza o câncer de colo de útero em relação às demais neoplasias é o fato de que esse câncer se desenvolve a partir de lesões pré-invasoras bem definidas, de comportamento conhecido e de evolução lenta, as chamadas “Neoplasias Intraepiteliais Cervicais” - (NIC).

A NIC, além da história natural, ocorre em região anatômica de fácil acesso, favorecendo seu diagnóstico.
O rastreamento é feito através da colpocitologia oncológica. (Exame de Papanicolau).
No caso do câncer de colo de útero, o tempo entre o momento que a lesão torna-se detectável pela citologia oncológica e o momento em que a lesão se manifesta clinicamente é estimado em 10 anos.
Os testes para pesquisa de HPV são para DNA-HPV (DNA do Papilomavírus Humano).


HPV - Papilomavírus Humano
É a doença sexualmente transmissível mais freqüente da atualidade.
São identificados até hoje mais de 100 tipos de HPV e destes, 15 são oncongênicos.
Os tipos 6 e 11 são os principais responsáveis pelas verrugas genitais, enquanto que os tipos 16 e 18 são os encontrados em 70% dos cânceres de colo de útero.
A persistência viral é considerada como o principal fator que leva ao desenvolvimento de lesões pré-cancerosas e câncer.
A maioria das lesões se resolve espontaneamente e especialmente em mulheres com idade menor que 30 anos.
Todas as pacientes com exames de citologia oncológica alteradas pela ação do HPV devem manter acompanhamento médico por pelo menos 2 anos e repetir as citologias de acordo com as orientações de seu médico.


Vacinas Aprovadas pela ANVISA
Existem duas vacinas aprovadas no Brasil. São elaboradas através de engenharia genética e destituídas de DNA-Viral.
 
      1. Vacina contra HPV oncogênico tipos - 16 e 18.
Faixa etária: 10 à 25 anos.
3 doses: 0 - 1 - 6 meses

      2. Vacina Quadrivalente recombinante contra HPV tipos - 6, 11, 16 e 18.
Faixa etária: 9 à 26 anos.
3 doses: 0 - 1 - 6 meses
  • As vacinas são muito eficazes, porém, não têm inclusos todos os tipos de vírus associados com o câncer de colo de útero.
  • São vacinas exclusivamente profiláticas e não apresentam indicações para tratamento de lesões ou infecções pelo HPV. 
  • As pacientes vacinadas devem manter os exames periódicos de Papanicolau. 
  • Recomenda-se que o início da vacinação ocorra, de preferência, antes do início da atividade sexual.
  • É contra indicado na gestação.


Dra. Nida Kassis Cassiano – Médica Ginecologista – CRM: 27.837